CANÇONETA CÔMICA, da cena cômica HÁ ALGUMA NOVIDADE?

TANGO, da cena cômica HÁ ALGUMA NOVIDADE?

Publicada pela primeira vez, Acervo Digital Chiquinha Gonzaga, 2011. Trata-se da composição original, preservada manuscrita, que recebeu publicação apenas para piano pela casa editora Buschmann e Guimarães. É o Jornal do Commercio de 15 de abril de 1886 que nos conta: “Teatro Lucinda – cançoneta cômica, letra do espirituoso escritor Dr. Moreira Sampaio, música da distinta maestrina brasileira D. Francisca Gonzaga, escrita expressamente para o beneficiado, que a desempenhará no quadro da caixa do T. S. Pedro de Alcântara, da própria peça – O bilontra – por ocasião de apresentar o tipo de um conhecido barbeiro desta corte.” Tratava-se do ator Peixoto, a quem a música é dedicada. Antes da fundação da Sbat, em 1917, o direito autoral era precariamente regulamentado, pouco reclamado e raramente defendido. Uma das remunerações do autor do texto ou da música de uma peça teatral era a récita em benefício ao autor, depois de determinado número de apresentações. O empresário colocava o teatro à disposição do autor, que produzia o espetáculo ou o comprava e tinha que sair vendendo os ingressos. Dependia, portanto, do apoio de colegas, amigos e jornalistas. Junto com Artur Azevedo, Moreira Sampaio estava em cartaz desde janeiro no Lucinda com o sucesso da revista O bilontra. Daí a sua festa de benefício, para a qual Chiquinha Gonzaga colaborou escrevendo a cançoneta.

letra de Moreira Sampaio

 Ah! Ah! Ah!

Eu tenho certo vizinho

Velho feio até careca

Cuja mulher é da breca

Dessas de faca e calhau

Quando ele faz das suas

Quando não anda direito

Ela assim que o pilha a jeito

Lhe vai atiçando o pão

Boas tardes eu vim dar-lhe

Chego agora da cidade

E também me perguntar-lhe

(falado) Há alguma novidade?

Canção do Corcundinha

Letra de Viriato Corrêa

1

Eu vivo só nesta vida

Eu vivo só nesta vida

Carregando a minha cruz,

Carregando a minha cruz.

Vivo atrás de ti querida

Vivo atrás de ti querida

Como a sombra atrás da luz,

Como a sombra atrás da luz.

2

Ai, que sorte a minha sorte

Ai, que sorte a minha sorte

De querer quem não me quer!

De querer quem não me quer!

Eu tenho o frio da morte

Eu tenho o frio da morte

No calor de uma mulher

No calor de uma mulher

3

Sou como a pedra rolada

Sou como a pedra rolada

De morro em morro a rolar

De morro em morro a rolar

Minha vida abandonada

Minha vida abandonada

Não tem onde repousar

Não tem onde repousar.

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